March 12, 2008

you're just too good to be true
can't take my eyes off of you!
you'd be like a heaven to touch
i wanna hold so much!
you're just too good to be true,
can't take my eyes off of you. ♪

eu fico babaca por tão pouco. :O

March 10, 2008

existem duas forças atuantes opostas: uma é a vontade de ir até lá, de falar, de dar uma de joão sem braço. a outra pára, reprime, imobiliza. e, entre as duas, eu, sendo dilacerada. alguém poderia me dizer qual a fórmula para solucionar meu problema físico-mental?


(p.s.: acho dilacerada tão dramático!).

resolvi focar no meu drama agora porque parece que tudo está se resolvendo pra outra maria do bairro.
vocês conhecem aquele instante, bem no final de um relacionamento, quando todos os nossos amigos se reúnem em torno de nós e dizem uma porção de coisas aborrecidas, como 'tem muito homem por aí' e 'ele jamais a faria feliz'. bem, quando eles chegam ao trecho sobre 'com o tempo tudo isso passa', tente lutar contra seu impulso inicial de dar um soco no olho de cada um. não faça isso, porque é realmente verdade. eu era uma prova viva. o único problema com relação à cura com o passar do tempo é que ela demora um bocado. então, por mais eficaz que seja, sua utilidade é muito pequena para os que têm pressa.
eu juro.

você está passando por um momento difícil? calma, vai passar!
olhe, não fique assim não, vai passar. eu sei como dói. é horrível. eu sei que parece que você não vai agüentar, mas agüenta. sei que parece que vai explodir, mas não explode. sei que dá vontade de abrir um zíper nas costas e sair do corpo porque dentro da gente, nesse momento, não é um bom lugar para se estar. (fernando pessoa escreveu, num momento parecido: "hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu").
dor é assim mesmo: arde, depois passa. QUE BOM! aliás, a vida é assim: arde, depois passa. QUE PENA. a gente acha que não vai agüentar, mas agüenta: as dores e a vida. :D
pense assim: agora tá insuportável, agora você queria abrir o zíper, sair do corpo, encarnar numa samambaia, virar paralelepípedo ou qualquer coisa inanimada, anestesiada, silenciosa. mas agora já passou; agora já são dez segundos depois da frase passada; sua dor já é dez segundos menor do que há duas linhas atrás. você acha que não porque esperar dor passar é como olhar um transatlântico no horizonte se você está na praia. ele parece parado, mas aí você desvia o olho, toma um picolé, lê uma revista, dá um pulo no mar e quando vai ver o barco já tá lá longe.
a sua dor, essa fogueira na sua barriga, essa sensação de que pegaram sua traquéia e o seu estômago e torceram como uma toalha molhada, tudo isso - é difícil de acreditar, eu sei - vai virar só uma memória, um pequeno ponto negro diluído num imenso mar de memórias. levante-se daí, vá tomar um picolé, ler uma revista, dar um pulo no mar. quando você for ver, passou.
agora não dá pra ser feliz. é impossível. mas quem foi que disse que a gente deve ser feliz sempre? isso é uma bobagem. como cantou vinicius: "é melhor viver do que ser feliz". porque pra viver de verdade a gente tem que quebrar a cara. tem que tentar e não conseguir. achar que vai dar e ver que não deu. querer muito e não alcançar. ter e perder. tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de quem a gente ama e ter coragem de dizer uma coisa terrível, mas que tem que ser dita. tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de quem a gente ama e ouvir uma coisa terrível, mas que tem que ser ouvida. a vida é incontornável. a gente perde, leva porrada, é passado pra trás, cai. dói. ai, eu sei como dói! mas passa.
tá vendo a felicidade ali na frente? não, você não tá vendo, porque tem uma montanha de dor na sua frente. continue andando. você vai subir, vai sentir frio lá em cima, medo e cansaço também. vai querer desistir, mas não vai desistir porque você é forte e porque depois do topo a montanha começa a diminuir e o único jeito de deixá-la para trás é continuar andando. você vai ser feliz.
tá vendo essa dor que, agora, samba no seu peito de salto agulha? você ainda vai olhá-la no fundo dos olhos e rir da cara dela. juro que tô falando a verdade, eu não minto. vai passar. (yn)

bem, texto especialmente dedicado a você, miga. :)
eu espero, do fundo desse coraçãozinho, que tudo tenha sido um grande mal entendido, que você (como toda e qualquer garota, de natureza incontonavelmente dramática) esteja fazendo uma tempestade tropical numa xícara de café. mas, caso esse otimismo todo seja cegueira de amiga - o que é normal, acontece sempre - espero que você saiba que vai passar. é, eu sei, clichê maldito esse, né? mas acho que de todos, é o mais verídico.
eu sei, eu sei... eu não sei aconselhar, eu não sei conversar, eu não sei falar sério, mas quando se nasce com alma de macaco circense fica difícil de mudar mesmo que por poucos instantes. mas fique ciente de que 'se teu coração tem buraquinhos, juntas poderemos ajudar, nós vamos curá-lo com carinho e, com muito amor, ele vai sarar'. vou parar por aqui porque você acabou de entrar no msn e porque daqui a pouco você não vai ter mais saco pra ler. espero que você fique bem, que você pense em coisas que te façam bem, que você sonhe com coisas que te façam bem. você merece dias coloridos e uma vida recheada de boas coisas (frase brega detected!), então, nada que te faça mal deve ser levado muito à sério. :D

quero muito bem a você, portanto, peste do céu, fique feliz, seja feliz, sempre. :D
tqm. :D:D

March 06, 2008

sim, bixiguento da boba da peste, eu gostaria muito que você cuidasse do meu lindo pezinho. saisse procurando, de reino em reino, o meu pobre pé machucado pra colocar um sapatinho de cristal (ou de couro de jacaré africano, que fica mais personalizado). aliás, por mim, você cuidava era de mim toda, a partir de agora mesmo. mas, se eu bem [não] lhe conheço (já que já ficou mais que claro que a gente nunca vai se conhecer de fato), é tudo faro. amanhã, um vai olhar pra cara do outro e no máximo rir e você não vai nem me ajudar a me levantar, caso eu caia no meio da pista. então, eu sugiro que você vá cuidar do pé de outra. ora merda também. por que tu é assim, hein?
p.s.: eu te pegava facinho, facinho, amanhã mesmo, se você quisesse. :x

(eu precisava escrever isso em algum lugar pra não deixar por scrap, sabe?).
saueiosueouoeuoasueosueoausoeuaoseuoase.

March 04, 2008


pensava que, se escrevesse, conseguiria esvaziar a cabeça, conseguiria levantar-se sem que o peso das idéias fizessem com que ela afundasse mais uma vez, mas nem a carruagem que sempre possibilitou a fuga era capaz de ajudá-la nesse momento. as palavras eram demasiadamente densas e colocá-las para fora era tão difícil quanto carregá-las em si. a única saída era permanecer estática até que alguma força maior pudesse fazer com que tudo mudasse, mexesse, acabasse.

só precisava acordar em paz, sem que um milhão de pensamentos inundassem sua mente em uma fração de segundos. queria que a ansiedade fosse como uma garrafa que se joga no mar e vai indo embora até chegar em outro continente, em outro mundo. aliás, queria, ela mesma, ser a própria garrafa. então, poderia se atirar pra longe, sem a menor pretensão de voltar.

March 01, 2008

Clarice acordara com o barulho da CHUVA batendo em sua JANELA. Não levou muito tempo para perceber que aquele dia não seria um dos melhores. O primeiro pensamento que veio à sua mente, naquela manhã cinzenta de domingo, foi a terrível briga que tivera com seu namorado no dia anterior. Decidiu que precisava organizar os pensamentos no papel, escrever em uma carta tudo o que pretendia dizer a ele, mas, pessoalmente, não teria coragem. Levantou-se, foi até a escrivaninha, muniu-se com lápis e papel e começou...
'Bom dia, ex-namorado, me causa um grande SOFRIMENTO escrever esta carta, mas ela tinha que ser escrita. Em primeiro lugar, gostaria de avisar aqui que você não é mais meu namorado. TALVEZ você não tenha entendido a dica que eu dei ao começar a carta com um 'bom dia, ex-namorado'. Mas TUDO bem, você sempre foi meio desprovido de INTELIGÊNCIA... Pelo mesmo motivo, vou evitar usar palavras mais elaboradas como 'IMPRETERIVELMENTE' ou 'CONCOMITANTE', não vou te mandar 'ósculos' em vez de 'beijos'. Às vezes, eu me pergunto como consegui perder tantos meses com uma pessoa que não descobriu os prazeres da fabulosa arte da prolixidade. Trocando em miúdos, eu não consigo entender como eu passei tanto tempo com um cara burro como você. Talvez você esteja se perguntando por que eu tomei essa drástica decisão, calma. Vou, detalhadamente, explicar cada um dos motivos que me levaram à ela (aconselho que se sente, você é tão cheio de defeitos que eu acho que vai levar um tempinho até que eu liste todos eles). Pra começar, você nunca foi um bom namorado. Talvez tenha soado meio duro, né? Só que você não é mais nada meu, eu não preciso medir as palavras (ah, se você soubesse quanta ALEGRIA isso me dá...). Como é que você volta da viagem que fez no CARNAVAL e nem liga pra dizer que está bem? Eu fiquei preocupada, pensei que você tivesse sofrido um acidente, que estivesse no hospital correndo risco de VIDA, precisando de alguém pra doar sangue. Eu ia doar sangue, sabia? Mesmo tendo pavor a ver aquele líquido VERMELHO passando pelas cânulas, eu teria doado por você... (teria, porque se a sua SAÚDE depender de mim de hoje em diante, considere-se um CACHORRO morto). Enquanto eu me preocupava, você estava em uma FESTA, todo queimado do SOL, dando em cima da Bia (é, eu soube, amigão!). Implicava com minha AMIZADE com os meninos, mas era o primeiro a dar umas voltinhas fora da cerca, né?
Eu tentei, pôxa, eu juro que eu tentei... Eu tentei fazer você mudar; eu tinha FÉ em Deus que, um dia, você iria mudar; eu tentei me acostumar com a idéia de que você não ia mudar; eu tentei fazer você entender que eu odeio CHOCOLATE... sem SUCESSO. Você continuou sendo o mesmo imbecil de sempre, eu continuei acreditando que você seria diferente e você continuou me dando chocolates a cada data comemorativa. Que raiva, que raiva! Você bagunçava meu QUARTO, tirava meus cds da ORDEM alfabética, andava com os pés sujos de areia na CASA de PRAIA. Como eu te agüentei por tanto tempo? Eu deveria ter escutado meus AMIGOS.
Você era ciumento, não me deixava em PAZ, não me ouvia, me tratava como se eu fosse sua escrava. Agia como um faraó enclausurando em sua PIRÂMIDE NORMAL, enquanto a serva aqui fazia tudo o que você ordenava. Agora eu olho pela janela e o ódio por você, PAULATINAMENTE, me corrói. A vontade que eu tenho é de tacar um PARALELEPÍPEDO na cabeça da irritante da minha vizinha, que não pára de gritar. A voz esganiçada da imbecil, me lembra a da dubladora da babaca filha do pastor daquele filme que você me obrigou a assistir em português porque é estúpido demais pra acompanhar a legenda.
ENTRETANTO, eu não posso mentir... Talvez, eu sinta um pouco de SAUDADE de você, do CARINHO que você fazia na minha orelha até que eu dormisse, dos SONHOS que a gente tinha de envelhecer juntos... Até hoje eu morro de rir quando eu lembro da COCA-COLA que eu derrubei na sua camiseta no dia em que a gente se conheceu. Acho que outro cara teria me matado, mas você foi tão legal, viu que eu só fiz aquilo porque ficava nervosa com a sua BELEZA, foi bonitinho da sua parte. Também acho bonitinho quando você briga comigo porque eu não ESTUDO, quando eu não como a salada da minha MÃE, quando você pega o VIOLÃO e toca alguma MÚSICA que eu gosto. Foi legal naquele dia que você me levou pra ver a lua cheia iluminando o MAR e me pediu em namoro...'
Quando chegou a esse ponto da carta, seus olhos já estavam vermelhos de tanto chorar. Tinha CERTEZA de que se arrependeria se dissesse tudo aquilo, afinal de contas, ele nem era tão ruim assim. QUASE todos os defeitos eram só implicância. Ele nem tinha dado em cima da Bia, coitado. Passou a festa toda dormindo com a cabeça apoiada em um LIVRO, num canto do quarto. A maior parte dos problemas era resultante de uma falha de COMUNICAÇÃO entre os dois, nada que não pudesse ser facilmente resolvido com uma boa conversa. Aliás, se ela desse o primeiro passo, já seria um grande PROGRESSO. Clarice respirou fundo, amassou a carta e a jogou no lixo. Pegou seu telefone, discou os números tão ansiosa que quase não conseguiu acertar a combinação:
- Amor?


(minha pequena redação tosca). :D

February 27, 2008

existem riscos que não podemos correr;
outros que não podemos deixar de correr, meu bem.
o universo é gigante de mais pra rolar um dado ao acaso.

(já disse que o sandro é um gênio?)










February 18, 2008

e quando sentir minha falta, me procure nas minhas palavras. elas me traduzem, dizem o que eu gostaria de ser e, por vezes, elas são o que eu sou por dentro posto pra fora.