May 22, 2009

decidir roupa, tema, lugar, discurso e a porra toda de formatura,tenho que admitir, anda me deixando meio nostálgica, pra não dizer deprimida. tá, é muito provavel que as lágrimas que se formam agora no cantinho dos meus adoráveis olhos sejam meros frutos da TPM ou da piaf cantando no meu pé do ouvido, mas eu não posso negar que relembrar os últimos dois anos e meio, que passaram voando, é algo que me aperta o coração. no princípio era o verbo... transitivo, intransitivo... e, no vestibular, eram apenas aqueles malditos concorrentes: o cara que passou mal, o gracinha a quem eu dei um chocoalte, a amiga da nathália... quem diria que eles se tornariam o meu grande confidente willian, o ainda gracinha e batuqueiro pra caralho do carlyson, a minha quase-alma gêmea suzy? e, de um minuto pro outro, - quase - todos aqueles desconhecidos que entraram naminha vida sem pedir licença, se tornaram indispensáveis. no dia da matricula, pareciam que os deuses tinham mandado aquela chuva comoum sinal de que o que estava começando ia dar errado. e o que deu errado foi o plano dos deuses. ha-ha-ha! quase que o sol aparece quando a gente entrou na sala do bispo pra pegar a assinaturano comprovante de matricula, cantando 'malandrinha'. formaram-se grupos, formaram-se laços. formaram-se nós. e um belo trocadilho! e as malditas coisas tornaram-se bênçãos. pegar ônibus cheio, virou motivo de ansiedade. assistir aulas intermináveis, virou motivo de riso (pra infelicidade de alguns professores). e, num lugar onde encontrar desistimulo é quase certeza, um encontrou no outro um motivo fortíssimo pra seguir em frente, quatro anos adiante. e é provável que boa parte de nós não tenha aprendido muito sobre o que se veio aprender. afinal de contas, alguém se lembra do que se tratava o livro do franz bouas da aula de antropologia? dúvido! mas eu sei ninguém esqueceu do willian levando 'correr atrás do ônibus' ao pé da letra. alguém sabe do que se trata o juízo de gosto de kant e a sua maldita complacência? não! não! não! mas até hoje todo mundo ri quando vem a imagem mental do bispo irritado com as gargalhadas e, mais ainda, com o 'eu não estou rindo, eu estava rindo'. skinner? kotler? eco? pierce? santaella? no máximo, associar autores às matérias... tirando a manaíra, quem poderia dar uma explicação de cinco minutos sobre meios quentes e frios, primeiridade, fase oral, populismo, descartes, a importância da universidade na formação da opinião pública, release, pirâmide invertida, os quatro Ps do marketing? o que foi que o décio pignatari disse mesmo naquele debate? afinal de contas, alguém aí já descobriu o que é o belo? do venha ver o pôr-do-sol, todo mundo lembra, mas porque foi impossível esquecer aquela primeira aula de português como maluco do nilton. impressões? sensações? as melhores. e mais um ciclo está se encerrandonas nossas vidas. ah, e não posso deixar de citar nossos amigos e rivais: os jornaleiros. depois de um tempo, a gente até aprendeu a gostar das focas que seriam capazes de equilibrar até um navio naqueles focinhos - digo, narizes, empinados! sairemos dessa faculdade um pouco melhores e um pouco piores. mas só de estarmos completamente diferentes, já é um grande passo. e ninguém poderá dizer que nós não tomamos um vinho no pátio, organizamos um evento, ganhamos dinheiro, namoramos nem fomos felizes... ou será que a gente finalmente vai receber um e-mail da jackeline?! :O

March 19, 2009

chorando, semi-desesperada, sentindo o peso das perguntas, sem saber como deixar tudo pra trás. sabia que tudo tinha sido tão bonito, mas os dias se passavam e nada melhorava. já tinha me cansado dessa guerrinha, já tinha perdido tudo que tinha a perder. mas os dias se passavam e... há muito, já era hora de entender que não era culpa de ninguém, de enxugar os olhos inchados de chorar milhares de tempestades noturnas só pra tentar afogar os sentimentos ruins. olhei as fotos e vi tudo se desfazer, me perguntei onde as coisas tinham começado a dar errado, tentei endurecer, cansei de procurar desculpas pra me sentir bem, então os dias começaram a passar e as coisas ficaram, de fato, um pouco melhores. o fato é que ele despertou o que havia de melhor e pior em mim, me ofereceu tudo o que poderia, sem egoísmos. e, por esses motivos, eu não poderia esquecer ou substituir os momentos doces que havíamos passado juntos. e, por mais que nós não devêssemos ter desistido tão facilmente, eu sei que ficar longe era a melhor opção pra nós dois. e que, no fim das contas, a gente ia acabar se encontrando no final de alguma estrada. enquanto isso, os dias passavam e... no meu maldito coração burro, sempre haveria um lugar pra ele. o que mais me magoava e me deixava confusa era isso.

February 25, 2009

não teve sequer um segundo para analisar como se sentia. poderia dizer, apenas, que era como se houvesse uma pedra de gelo no lugar do seu estômago. não, aquilo era pouco. era como se toda a geleira do alasca tivesse mudado para o seu estômago. pensou que fosse vomitar, mas, provavelmente, eram só pinguins, focas e ursos extasiados pela mudança de ares tão repentina.
e quanto mais ele lançava toneladas de palavras que remetiam a idéia de que eu era sem coração, mal-educada, infantil, egoísta e insensível, eu divagava sobre quantas vezes seriam necessárias bater com a cabeça dele na parede em que ele estava encostado até que ele parasse de falar - para sempre. e um sorriso cruel foi se esboçando nos cantos dos meus lábios. o sorriso veio da idéia de que a parede ficaria completamente manchada de sangue e que ele seria como um dos mortos daqueles filmes que satirizam filmes de terror: continuaria tagarelando enquanto seus miolos atingiam os pobres transeuntes. foi ali que eu percebi o quanto a situação era triste. tudo que o antingia me fazia feliz. me deliciava tudo que doía nele, mesmo que eu só fosse capaz de machucá-lo em pensamento. porque - oh, deus - eu preferia que centenas de raios me atingissem a vê-lo cortar o dedo com o papel. claro, no momento, a coisa que eu mais queria era cortar a cabeça do indivíduo fora com papel. serrar a cabeça dele, com papel. depois picotear a cabeça dele com o mesmo pedaço maldito de papel. mas essa sensação estranha, esse ódio repentino, era algo que passaria, não era? porque além de o fato de ele ser o pai do meu possível filho, quando o papel ficasse ensaguentado, ele amoleceria e não cortaria mais nada. o que seria muito frustrante. enfim, não era essa a questão. a questão era: será que eu me sentia tão irritada por ter sido feita de idiota? ou será que a hipótese - mais idiota ainda - dele estava certa? eu só tinha levado a discussão adiante demais por ciúmes? agora aquilo pouco importava. havia algo mais importante a se descobrir...

January 09, 2009

- eu só queria voltar pra esse mesmo dia, há dois anos atrás.

não, nada aconteceu. esperava que, ao dizer tais palavras, sentisse um dèja vu e, quando viesse à tona da sensação, estivesse de volta ao passado, tendo, nas mãos, as chances de fazer tudo diferente dessa vez. é incrível como alguém pode-se apegar a uma coisa tão improvável e sentir-se desapontada ao ver que tudo era exatamente como deveria ser? o tempo redime, muda, ajuda, mas nunca volta atrás. ou seja, ele faz tudo, menos o que poderia ser mais útil em sua vida.

i do, i do, i do believe...

porque é preciso acreditar. nas pessoas, nos sentimentos, os horóscopos, em deus. porque eu preciso acreditar que vai melhorar, que acontece, que é verdade, que vai dar certo. e, agora mais do que nunca, eu acredito.
quando um ciclo se fecha um outro abre em seguida. a vida segue seu curso e as mudanças são necessárias, você querendo ou não.

talvez acreditar não seja assim tão má idéia... :)

November 29, 2008

a eternidade pode parecer um segundo
e um segundo pode parecer uma eternidade.
é tudo uma questão de sua ausência.

mas... já? :~

November 01, 2008

por quê? porque eu vou sentir falta do que a gente é e do que a gente poderia ter sido, se tivesse bem mais tempo. da nossa família de propaganda, dos nossos sonhos realizados e frustrados e até das nossas brigas insolúveis terminadas aos beijos na cama. porque eu vou sentir falta dos carinhos dados - e não dados -, das mãos dadas, dos dados que eu joguei ao apostar todas as fichas em você do meu lado, dos dedos, dos dentes dos sorrisos mais sinceros. eu vou sentir falta de você em mim. e vou acordar procurando a parte que faltava na minha cabeça quebrada, coração partido. por isso, eu não quero que se perca. por isso, eu não quero me perder. então, tenta, porra! tenta não deixar que a pedra deixe a gente pelo caminho. se eu só grito e não saio do carro que tá no abismo, vem comigo, me ajuda a tirá-lo de lá. ou me tira de dentro dele e deixe-o cair, que a gente recomeça tudo de novo, quantas vezes for possível, durante os segundos que a gente ainda tem. só me faz ter certeza que é isso mesmo que você quer. e se não for, vai indo sem olhar pra trás, e, de mim, só leve a lembrança dos beijos de elevador. aqui eu me viro, viro as costas e sigo um outro rumo. vai doer, mas sempre passa. as memórias boas serão a morfina; as más, serão os pontos. quando você virar cicatriz, vou ficar feliz de te olhar marcado em mim. se quer continuar aqui, continue, mas de corpo e alma. só não fique aqui se for por medo de se achar só: vamos sempre ser só um, até que numa linha reta, você encontre um outro ponto e pegue um ônibus pra longe de nós dois. que, dure, pelo menos , o quanto a gente puder. porque eterno, pelo menos pra mim, o nosso já é. ♥

October 26, 2008



- e cadê a declaração? que dos melhores eu sou o pior? pensei que fosse uma declaração de verdade...
- não, não.
a declaração de verdade é que eu te amo e que não pensava que fosse amar tanto. e que eu sou louca por você. e que eu acho que a cada dia eu enlouqueço mais. e que eu sinto falta de cada segundo que você tá longe ou que a gente desperdiça com coisas inúteis, tipo discutir. que eu tenho medo que os segundos desperdiçados acabem pesando mais que os momentos legais e que cada um resolva que viver sua vida longe um do outro é a melhor solução. e que eu queria falar mais contigo, ser mais sua amiga do que a mulher que te arrasta pra cama - mesmo que não vá fazer nada com você lá :P - que eu queria poder acabar com isso de 'de vez em quando, a gente parece que não se conhece, que tá só ficando, que não tem nada em comum', mesmo que a gente não tenha. a declaração de verdade é que você me fez sentir

coisas que eu achava que eu já tinha sentido, mas que ficaram bem diferentes quando aconteceram com você. e que você me fez apaixonar no segundo em que eu coloquei os olhos no seu cabelo cheião e no seu corpo magricelinho. e que eu queria você pra ser o pai dos meus filhos e que há uma grande possibilidade de que isso não aconteça, o que vai me fazer acabar pensando: 'nossa, com ele ia ser diferente!'. a declaração de verdade é que eu te amo muito e que eu acho que ter ficado com você foi a coisa mais idiota que eu devo ter feito na vida porque eu sei que no dia que você decidir que cansou de mim, de brigar comigo do meu jeito ranziza, fechado e da minha terrível mania de não conseguir conversar, for embora e nunca mais voltar eu vou sentir que eu tive a coisa mais especial e perdi. e que eu vou sempre me culpar por não ter conseguido te dizer as coisas mais bonitas ou as verdades - nem tão bonitas assim - que eu sentia , te dizer o quanto você era importante ou por não ter feito nada - como colocar bombas num aeroporto - pra que você nunca fosse embora. :~