
contiuava estática, deitada na cama, desistira de olhar o relógio já fazia um bom tempo. na verdade, o que ela considerava um bom tempo, não passava de quatro minutos. gostaria de encontrar qualquer elemento que a carregasse de volta para um conto de fadas: um espelho mágico, que ocultasse cada um dos seus defeitos; um feitiço que fosse capaz de lhe fazer dormir mesmo depois que todos os ansiolíticos tivessem falhado; uma casa feita de doces para devorar cada vez que se sentisse solitária ou um tapete voador que a transportasse pra um banco de areia no meio do atlântico.
mas o tic-tac do relógio, cada vez mais alto (e mais lento), a arrancava até da esperança vã de ver as coisas se tornando mais fáceis num passe de mágicas. o máximo de conto de fadas que ela conseguia, era o sapato que não encaixava.
mas o tic-tac do relógio, cada vez mais alto (e mais lento), a arrancava até da esperança vã de ver as coisas se tornando mais fáceis num passe de mágicas. o máximo de conto de fadas que ela conseguia, era o sapato que não encaixava.



