September 18, 2008

(sussurrando):
- eu te amo!
- eu também te amo.
- como você consegue ouvir?
- eu sinto.

August 02, 2008

i'm just... i'm just... i'm just scared and i just want you to hold me. and i don't, cause i don't want you to think i'm a stupid kid that needs you in every step of the way. i don't want to look imature or needy or... i don't want you to think, i want you to feel... feel that you woke up something that i've felt only a few times and that is stronger now. something that i can't even realize cause is way too big to figure out. and i don't want this to be missed, to become nothing or just a memory... and just a memory is sadder than nothing at all. :~

July 28, 2008

- o que você quer?
- eu acho que eu só tô tentando encontrar um motivo.
- bem, pela minha experiência de vida, às vezes é melhor não saber. e outras vezes, não existe motivo algum a ser encontrado.
- não. tudo tem um motivo.
- vejamos. aqui tem tortas e bolos. e no final de cada noite, os cheesecakes e as tortas de maçã acabaram, o bolo de chocolate já está perto do fim, mas sempre sobra uma torta de mirtillo inteira.
- então... qual o problema com a torta de mirtillo?
- não tem nada de errado com ela. só que as pessoas podem fazer outras escolhas. você não pode culpar a torta de mirtillo, se ninguém a quer. :/

July 13, 2008

- promete pra mim que vai fazer essa noite mais feliz que esse dia chato, promete? promete logo! não faz essa cara de quem não é capaz. promete e pronto! cumprir é outra história. é outro caminho comprido pelo qual pouca gente passa. se é que alguém passa... pronto, passou. basta, apenas, você prometer. com promessas, eu fico bem. com você, eu fico bem.

July 10, 2008

você enxerga as minhas cores tão bem, que eu queria ter seus olhos. você enxerga as minhas cores tão bem, que eu queria ter você por inteiro. tão bem, que já faz parte da minha aquarela. tão bem. tô bem.

July 09, 2008

e a calma dura tanto?
a calma vira é pranto.
e pronto.

July 02, 2008

não existe mais saco, palavras, idéias ou coisas que deveriam ser ditas. parece que quando tudo está indo bem, a gente vira uma coisa vazia. e escrever serve pra me esvaziar. acho tudo isso meio irônico. eu não posso fazer algo que me faz bem quando eu estou bem... olhando por esse lado, talvez seja a justiça divina atuando para que uma pessoa feliz não se torne eufórica. pode ser que eu volte aqui mais tarde, cheia de aflições, acessos de fúria, coraçãozinho partido e milhares de coisas pra falar, mas hoje, exatamente hoje, eu estou vazia. vazia de lágrimas, vazia de paranóias, vazia de dramas. e esse vazio esta me fazendo sentir estranhamente completa. e é pelo fato de estar tão vazia que eu estou leve o suficiente pra voar pra longe das coisas que me machucaram e eu deixei por aqui.

tchau, blog. :)

June 18, 2008

- se você tivesse me dito que beijava tão bem,
eu teria falado com você antes.
- hahahaha.
- há um ano atrás.

- hahahaha.
- nós perdemos um ano.
- pior que foi.


- mas tá valendo a pena.
- oooown. éé.

June 01, 2008

então, qual a utilidade de gastar minhas palavras,
se dá no mesmo, ou talvez seja até pior, que ler poemas pra um cavalo? :)

April 23, 2008


lá estavam todos aqueles humanos reunidos, entediados, querendo encontrar algo em que valesse apenar focar todo o excedente de atenção. eis que surge uma lagarta? minhoca? minicobra? quem se importa? torce, contorce, retorce. um... passo?! contorce, retorce, torce. outro. e a lagarta se dana a atravessar a rua. interessante como um ser usualmente tão insignificante se torna foco. rasteja como pode até o meio da pista, enquanto todos aqueles estranhos a seguem com o olhar e uma pontada de aflição. vem vindo o primeiro carro...
- ai, meu deus, morreu a lagarta!
- não, ela tá bem! que esperta!
e a lagarta continua na jornada em busca de lugar algum. contorce, torce, mexe mais um pouco. outro carro.
- agora ela já era, não é possível.
- não, ainda tá viva, olha lá.
ainda encolhida, olha pra um lado, pro outro e segue em frente (metaforicamente. se é precisão o que você quer, ela seguia em diagonal. uma pobre rastejante sem-rumo). mais um carro.
- do terceiro, ela não escapa, né?
- não, minha filha, ela ainda está viva!
nisso, um pedestre desavisado vai chegando, chegando, chegando e onomatopéia de lagarta sendo esmagada por humano. metade de um tênis fez o que doze rodas não fizeram: adeus lagarta! e eu segui meu caminho tentando encontrar um significado maior para o triste fim da falecida (e, ainda por cima, uma maneira de segurar todo o líquido contido na minha bexiga até que o ônibus parasse no ponto e eu finalmente chegasse em casa).