August 04, 2007
post(umo) de aniversário.
August 01, 2007
July 31, 2007
July 23, 2007
June 22, 2007
encontraram-se, depois de tantos
que bom que tinha encontrado alguém;
já o que causou um estranho contentamento
- nossa, como você está diferente.
- ah, eu precisava mudar,
agora eu sou vegetariana,
ah, lembra que você brigava
melhor assim, eu já não gostava mais dele...
e ela desatou a falar sobre quem ela havia
quem precisa forçar um vínculo com o interlocutor
ah, mas agora fale de você, meu anjo. como
- desculpa, moça, MAIS, eu não conheço você.
mais uma pessoa singular...

era uma pessoa singular, uma pessoa singular que estava se
chegava, se trancava no
sentia que, a cada dia, perdia
um amor? há muito já não tinha um.
tentava se distrair e, até, conseguia,
pra sempre, o que quase toda a humanidade
já não achava graça nas coisas;
quase não falavam mais a mesma língua.
não entendia por que as pessoas haviam
era insuportável quando a frieza do mundo
então, escrevia para tentar exteriorizar isso;
já que não havia uma alma viva que se importasse tanto
era uma pessoa singular que, a cada segundo, tinha mais certeza de que nunca iria experimentar
June 19, 2007
purgatório.
mário prata. ♥
now is too late to remind you how we were...

'tudo cura o tempo, tudo faz esquecer, tudo gasta, tudo digere, tudo acaba. atreve-se o tempo a colunas de mármore, quanto mais a corações de cera! são as afeições como as vidas, que não há mais certo sinal de haverem de durar pouco, que terem durado muito. são como as linhas, que partem do centro para a circunferência, que quanto mais continuadas tanto menos unidas. por isso os antigos, sabiamente, pintaram o amor menino; porque não há amor tão robusto que chegue a ser velho. de todos os intrumentos com que o armou a natureza, o desarma o tempo. afrouxa-lhe o arco com que já não atira; embota-lhe as setas, com que já não fere; abre-lhe os olhos, com que vê o que não via; e faz-lhe crescer asas, com que voa e foge. a razão natural de toda esta diferença é porque o tempo tira novidade às coisas, descobre-lhe os defeitos, enfastia-lhe o gosto, e basta que não sejam usadas para não serem mais as mesmas. gasta-se o ferro com o uso, quanto mais o amor?! o mesmo amar é causa de não amar e o ter amado muito de amar menos.'
é, eu sei, parece ser muito sem graça aquele que fala mal sobre o amor só porque ainda não achou uma tampa velha pra cobrir a própria panela de feijão; mas vocês têm que entender os que o fazem. a falta desperta a vontade e a vontade não correspondida gera a antipatia. não que não se queira amar, só que não se tem a oportunidade. enquanto isso 'eu não preciso do que eu não tenho'. e tenho dito.
June 17, 2007
acaso?

you could be happy and I won't know;
but you weren't happy the day I watched you go.
and all the things that I wished I had not to said; are played in loops til it's madness in my head.
is it too late to remind you how we were?
but not our last days of silent screaming blur.
most of what I remember makes me sure that I should've stopped you from walking out the door!
you made me happier than I'd been by far.
somehow, everything I own, smells of you;
and for the tiniest moment it's all not true.
do the things that you always wanted to;
without me there to hold you back, don't think just do!
more than anything I want to see you take a glorious bite out of the whole world. ♪
'por exemplo, uma música com uma letra bem singular tocando num lugar bem simbólico; como se fosse um sinal ou uma cruel piada divina?! pois é...'
mensgaem oculta.
